
SIMBOLOGIA: POMBA = Anunciação.
ARCO = Transpor para um novo tempo – Vida.
CONTINENTES = Fraternidade entre os povos
Trajetória:
O “Marco da Paz” é um monumento único no gênero.
Foi criado, entre outras coisas, para inspirar na Humanidade a importância
da Cultura da Paz, para que, nas nossas futuras gerações,
ele seja a realidade que buscamos de um mundo melhor.
Sua realização ( desde a criação e construção em 1999, e sua inauguração em 25.12.2000 ) contou com o apoio da A.C.S.P. - “Associação Comercial de São Paulo” e teve como idealizador o Sr. Gaetano Brancati Luigi.
Este monumento, apesar de ter sido inaugurado há poucos anos, já atravessou nossas fronteiras, levando através destas, sua essência e mensagem de Paz e Fraternidade, entre os povos.
O primeiro Marco da Paz, hoje instalado no “Pateo do Collegio” ( berço da Cidade de São Paulo ), é visitado diariamente por turistas do mundo inteiro que fazem questão de tirar fotos com os pés sobre a placa de bronze de seu Continente, além de crianças e jovens estudantes
ALGUNS
DOS HOMENAGEADOS:
Alencar Burti – Ex-Presidente da “Associação
Comercial de São Paulo” - A.C.S.P. e Presidente do
SEBRAE.
Alexandre de Moraes - ( Secretário da Justiça
e Defesa da Cidadania ).
AMCHAM -“Câmara Americana do Comércio”
-Troféu entregue aos vencedores da “Corrida pela Paz”
( organizada pela AMCHAM ).
Ana Lúcia Donnini - ( Diretora da Gazeta
de Pinheiros ).
Antonia Marchesin Gonçalves - ( Coordenadora
do “CME das 15 Distritais” ).
APP- “Associação dos Profissionais de
Propaganda” em parceria com o SESC - “Serviço Social do Comércio” - Troféu entregue durante os jogos publicitários em
que participaram aproximadamente 2.230 atletas.
Rainha Beatrix - Rainha da Holanda.
Beatriz Pardi - ( Subprefeita de Pinheiros ).
Capitão Daniel Daly - Corpo de Bombeiros
de Nova York – E.U.A. ( trabalhou no resgate das vítimas
do atentado ao Word Trade Center- WTC ).
Deise Mendes Cirillo - ( Presidente da “Associação
Paulista Feminina de Combate ao Câncer” ).
Diva Helena Furlan - ( Diretora Superintendente
do “CME – Conselho da Mulher Empreendedora” ).
Dorina Nowill - ( Presidente da “Fundação
para Cegos Dorina Nowill” ).
Douglas Formaglio.
Geraldo Alckmin - Governador do Estado de São
Paulo.
Guilherme Afif Domingos – Presidente da “Associação
Comercial de São Paulo” - A.C.S.P. e da “Federação
das Associações Comerciais do Estado de São
Paulo” - FACESP.
Pe.Júlio Lancellotti - ( Casa Vida ).
Luiz Márcio Domingues Aranha – Superintendente
Geral da “Associação Comercial de São
Paulo” - A.C.S.P.
Marcel Domingos Solimeo - Superintendente do Instituto
de Economia da “Associação Comercial de São
Paulo” - A.C.S.P.
Maria Lúcia Alckmin - Primeira-Dama do Estado
de São Paulo.
Marta Suplicy - Prefeita da Cidade de São
Paulo.
Osvaldo Marchesi.
Pedro Mascagni Brondi.
Regina Célia Amaro Giora.
Roberto Carlos - ( Cantor ).
Roberto Mateus Ordini.
Robson Miguel - ( 1º Violonista Mundial )
Rogério Amato.
Saulo de Castro Abreu Filho – Secretário de
Estado da Segurança Publica.
Sérgio Marengo.
Silvia Maria Deliveneri Domingos.
Viviane Senna - ( Presidente do “Instituto
Ayrton Senna” ).
Cel.Wagner Ferrari - Comandante Geral do Corpo
de Bombeiros de São Paulo.
World Trade Center de São Paulo em parceria
com a Corpore - Troféu entregue aos vencedores da “1ª
Corrida pela Paz” ( 08.set.2003 ).
Yael Dayan – Vice-Prefeita de Tel-Aviv –
Israel ( filha do Gen. Moshe Dayan).
PAZ,
palavra curta, forte, poderosa e necessária. Cada ser humano
pode trazê-la consigo na mente e no coração.
É condição essencial para encontrarmos o verdadeiro
caminho da vida”.
( Luigi )
A “2ª Grande Guerra” como ficou conhecida, que abrangeu metade da década de 40, transformara a Europa em um cenário de fome, pavor, medo e insegurança, fazendo com que os homens (pais, maridos, filhos) deixassem seus lares, suas famílias, antes mesmo da guerra iniciar , para atender ao chamado do exército. Em meio a esse panorama de medo, cresce o pequeno Gaetano Brancati Luigi.
O Engenheiro Pedro Mascagni Brondi, baseado nos desenhos de Luigi, realizou a planta e a construção do Marco da Paz no Páteo do Collégio, contando também com o auxílio da ACSP para a realização do sonho.
O segundo Marco da Paz, construído e doado pelo Engenheiro Douglas Formaglio e pela ACSP, é um presente ao querido Bairro da Lapa, do qual os lapeanos tanto se orgulham. Foi inaugurado em 10 de Outubro de 2003.
Hoje o Marco da Paz é uma realidade, atravessou fronteiras, e transformou-se até em troféu de jogos olímpicos.
Ao falar no Marco da Paz, Luigi relaciona de imediato a sua realização à ACSP – Associação Comercial de São Paulo - e diz: ”Não tenho dúvida que o sonho acalentado durante 55 anos só se tornou realidade por eu fazer parte de uma grande Entidade, que representa para mim a Faculdade da Vida”.
Luigi era uma criança triste, com medo de crescer. Crescer significava ir para a guerra, não voltar para casa ou só voltar mutilado. Esse pensamento era um tormento. A vida tinha altos e baixos, a necessidade era uma constante em tempos de guerra. Embora pequeno, Luigi, lembra que durante a guerra a presença mais forte era sonhar com a América*, pois representava o paraíso da vida.
Quando seu pai fora chamado pelo exército era pequenino, lembrava vagamente do pai. Tinha vontade de saber sobre seu pai, mas evitava perguntar à mãe, pois via o sofrimento em seus olhos quando falava dele.
Na província em que vivia o barulho aterrorizante dos aviões lembrava a todo instante que a paz não existia.
Certo
dia, o ruído dos motores dos aviões deu lugar ao toque
alegre dos sinos. Num primeiro momento, Luigi assustou-se, estava
acostumado ao barulho dos aviões que passavam bombardeando.
Subitamente percebeu que o grito das pessoas era de alegria, corriam
em direção à Praça do Povo na pequena
Orsomarso, Província de Cosenza, Itália, para comemorar
o restabelecimento da Paz no Mundo. O garotinho chorou de emoção,
sem entender muito bem o que acontecia. Empurrado no meio da multidão,
sentiu que naquele momento os anjos estavam presentes anunciando
a paz. O pequenino chorou e chorou. Essa música da paz, produzida
pelos sinos, marcou profundamente a memória de Luigi.
Após o término da guerra a vida ainda continuava muito
difícil, tomavam banho em bacia na qual era colocada água
quente. Numa ocasião, enquanto sua mãe esquentava
a água para o banho, Luigi e seu irmão estavam na
porta, quando um homem desconhecido passou por eles, olhou-os e
entrou. Seu pai voltava para casa. Magro, maltratado, cheio de piolhos,
nem reconhecera os filhos
A volta do pai foi a garantia de uma vida melhor.
A religiosidade da família sempre esteve presente. Assumindo
um ar maroto, com um brilho infantil no olhar, conta que na sacristia,
sobre uma mesa, sempre tinha algumas frutas que os fieis mandavam,
sorrateiramente Luigi ia lá e comia os figos do padre. Hoje,
ele acredita que o padre sabia da sua preferência pelos figos,
e os deixava ali, tornando-se assim, uma das suas doces lembranças
de sua infância.
O final da Grande Guerra foi motivo de alegria, mas também
de tristeza, pois as conseqüências terríveis que
todos ali iriam passar eram inimagináveis. Por exemplo, as
bombas deixadas para trás, que ficaram incrustadas nos solos
do território italiano e que não haviam sido detonadas,
provocaram uma realidade cruel, pois muitos italianos, na sua maioria
crianças, brincando ou apenas andando pelos caminhos das
cidades, e também nas praias, pisavam nessas minas e se não
morriam, ficavam mutiladas. “Os anos que se seguiram foram
por demais difíceis, porque tudo faltava. O sonho de partir
para a América, para poder reiniciar uma nova vida, cada
vez ficava mais forte e claro em nossa mente”.
Em
1948, meu pai - um excelente alfaiate - partiu para a Argentina
indo encontrar-se com parentes (iria recomeçar a vida, para
poder nos dar um lar digno), só a partir de então
o sonho de partir para a América, começou a concretizar-se.
Após um ano, finalmente chegou a carta do meu pai nos chamando
(eu, minha mãe e meus irmãos), para que fossemos para
a Argentina, para iniciarmos uma nova vida (nessa época eu
já estava com 12 anos). Apesar das infindáveis dificuldades
e empecilhos que sofremos para iniciarmos nossa jornada rumo à
Argentina, primeiro com o caminhão contratado para levar-nos
até a cidade de Escalea, onde pegaríamos o trem para
Nápoles e depois com o navio “SANTA FÉ”;
o caminhão quebrou e tivemos que improvisar numa pequena
carroça onde colocamos toda nossa bagagem. Mas isto não
bastou, já em Nápoles mais uma vez, o destino nos
pregaria uma peça. Devido a imprevistos, tivemos que pegar
um trem para
Gênova, pois o navio não mais partiria de Nápoles
e sim de Gênova. Finalmente embarcamos, mas “as surpresas”
continuaram; após alguns dias de viagem tivemos um incêndio
em pleno oceano, o que provocou pavor, medo e desespero em todos
os que ali estavam. Graças a Deus, o incêndio foi contido
e chegamos no Porto de Buenos Aires, em um tempo recorde de 12 dias,
em janeiro de 1949.”
Embora com muita saudades da terra natal, a sua chegada à Argentina foi como a realização de um grande sonho, e isso representava como se tivesse chegado ao Paraíso, e assim motivo de muita alegria.
A família permanecia sempre unida. Investia parte de suas economias no Brasil. Por volta de 1962, Luigi faz viagens constantes ao Brasil para administrar a metalúrgica da família. Algumas vezes passava aqui 90 dias ou mais, até que, em 70, definitivamente radicou-se no Brasil com sua família.
No batismo Luigi recebeu o nome de seu avô: Gaetano Brancati. Em reconhecimento ao grande homem que foi seu pai, retificou seu nome ao chegar no Brasil, acrescentado o nome de seu pai, “Luigi” e assim passou a chamar-se Gaetano Brancati Luigi.
Quando
aqui chegou, o encanto dessa terra envolveu-o. Os homens eram gentis,
as mulheres delicadas. As pessoas se olhavam nos olhos e os gestos
eram suaves. Existia uma constante troca de gentileza entre todos.
A Cidade de São Paulo mostrava sua grandeza e pujança
mantendo tradições, como por exemplo, no Ibirapuera
durante o inverno, as barracas de quentão, mostrando assim
que São Paulo ainda era a “terra da garoa”. O
viaduto do Chá, imponente, de onde podia admirar a parte
baixa da cidade, o teatro Municipal, o antigo prédio da Light,
tudo encoberto por um véu suave. A garoa era tão fina
que parecia bruma. O frio tornava as pessoas ainda mais elegantes.
São Paulo era lindo. Tinha ares europeus. Gostava de passear
por São Paulo, pelo centro, mesmo só. Luigi nunca
esqueceu a Itália, mas aos poucos, São Paulo foi se
apossando do seu coração.
O tempo passava, no entanto, o inferno vivido durante a guerra era
uma lembrança muito viva. A cada dia que passava crescia
mais e mais em sua mente a necessidade de apregoar a paz entre os
povos, de criar um símbolo que pudesse lembrar aos homens
a cultura de manter a paz no mundo. Uma idéia fixa, a ponto
de incomodar. Por mais que Luigi pensasse, não encontrava
um ponto de partida.
Luigi chegou ao Brasil ainda jovem, cheio de amor
e esperança. Um homem muito trabalhador, dinâmico,
honesto, e com muita garra e carisma, o que facilitou-lhe fazer
amigos. O Brasil tornou-se a sua segunda Pátria. Como empreendedor
fez muitas ações para promover o Bairro da Lapa. Como
Presidente do Clube dos Lojistas, em 1967, passou a participar da
Associação Comercial de São Paulo. Ter sido
Superintendente por 3 (três) mandatos, na Distrital Lapa,
possibilitou sua ascenção na A.C.S.P. - “Associação
Comercial de São Paulo”, primeiramente como Diretor
Pleno e posteriormente como Vice-Presidente. Atualmente exerce o
cargo de Assessor Especial da Presidência. Tudo isto possibilitou
a realização de seu sonho de paz.
Tem grande paixão pelo centro da cidade, exercendo-lhe um
encanto irresistível, sobremaneira o Pateo do Collegio, pela
importância que o próprio local tem para São
Paulo, ponto de início de um uma gigantesca cidade. Apesar
de ser seu trajeto diário, avistava diariamente da janela
de seu trabalho a igreja, às vezes para apreciá-la
, outras para pensar, entre tantas coisas como teria sido o nascimento
da cidade.
O amor pelo local é e era tão grande,
que o simples fato de passar ali ao lado o emocionava. Ao admirar
o Pateo do Collegio sempre sentia que alguma coisa faltava. Percebeu
certo dia, que o sino da Igreja de Anchieta nunca tocava. Isto fez
com que, a lembrança que tinha ficado gravada na mente do
menino de 8 anos com as badaladas do sino no final da 2ª Guerra
Mundial, se tornasse uma marca constante em seus sonhos.
Para ele era inconcebível que numa igreja os sinos não
tocassem. Isto intrigava-o tanto que num ímpeto de um sentimento
muito forte, misto de curiosidade e indignação, quis
saber o por que daquilo. Foi então que foi procurar o Diretor
do Pateo, o Pe. José Fernandes, e este entristecido, relatou
o que tinha acontecido. O sino da Igreja havia sido roubado, há
muitos anos. Naquele instante, Luigi fez uma promessa a si e ao
padre, de que faria tudo o que pudesse para conseguir um novo sino.
Procurou a Fundição de Sinos Crespi que imediatamente,
em conjunto com a A.C.S.P. - “Associação Comercial
de São Paulo”, se prontificou a ajudar a igreja. Em
tempo recorde o sino ficou pronto. O que havia de melhor.
Na subida do sino, olhando para a janela na torre
da igreja teve uma visão em meio da luz por ela irradiada.
Num turbilhão de emoções, sabia que chegara
o momento da realidade guardada em seu coração durante
55 anos. Tirou do bolso do seu paletó um pequeno pedaço
de papel e rapidamente desenhou o que estava vendo. Teve a anunciação
do Marco da Paz , um símbolo que levasse a mensagem de paz
ao mundo.
Despediu-se às pressas sentindo o sangue pulsar mais forte
em suas veias. Envolvido em um turbilhão de emoção,
reviveu o que sentira aos 8 anos de idade na Praça do Povo.
Sentou-se à sua mesa de trabalho e de uma só vez projetou
o Marco da Paz. Com os amigos Pedro Mascagni Brondi e o Padre José
Fernandes ( possuidor de vasta experiência internacional nas
Artes Sacras ), desenvolveram os detalhes para a construção,
e por fim, na criação das artes gráficas contaram
com a colaboração do Sr. Osvaldo Marchesi, tanto nos
lay-outs, como também na doação de todo material
utilizado.
Quando Luigi conta essa história revive todas as emoções por ele um dia sentidas e faz com que as pessoas ao seu redor se emocionem. E completa o seu relato dizendo, “Isso é o exemplo de que nunca devemos deixar de sonhar”. Este é um sonho que felizmente pode ser realizado, graças ao apoio irrestrito recebido pela “Associação Comercial de São Paulo - A.C.S.P.”
O Engenheiro Pedro Mascagni Brondi, baseado nos desenhos de Luigi, colaborou realizando a planta e a construção do Marco da Paz no Pateo do Collegio, contando também com a A.C.S.P. - “Associação Comercial de São Paulo”, na realização do sonho.
O segundo Marco da Paz, construído e doado pelo Engenheiro Douglas Formaglio e pela A.C.S.P. - “Associação Comercial de São Paulo”, é um presente ao querido Bairro da Lapa, do qual os lapeanos tanto se orgulham. Foi inaugurado em 10 de Outubro de 2003.
Hoje o Marco da Paz é uma realidade atravessando fronteiras, transformando-se até em troféu de jogos olímpicos.
Luigi ao falar no Marco da Paz, relaciona de imediato a sua realização à A.C.S.P. - “Associação Comercial de São Paulo” e diz: ”Não tenho dúvida que o sonho acalentado durante 55 anos só se tornou realidade, por ter entrado na minha vida uma Entidade que representa para mim, a Faculdade da Vida.”
“ Que a FORÇA DIVINA ilumine o caminho
da HUMANIDADE conduzindo o destino do MUNDO para uma nova VIDA,
fraterna e verdadeiramente SOLIDÁRIA ”
