15/12/2003 Nazaré é a maior cidade árabe de Israel, com cerca de 60.000 habitantes, dos quais estima-se que 30 a 35% sejam cristãos. Cercada por conflitos ela atualmente passa por um inusitado processo. Os dois prefeitos da cidade de Nazaré estão unidos num projeto único: a construção do Marco da Paz na cidade. Estão procurando um local apropriado para inaugurar em 2004/2005 o Marco da Paz dos Cinco Continentes. Ele é uma Criação do italiano de nascença e brasileiro de coração, Gaetano Brancati Luigi, assessor especial da Presidência da ACSP- Associação Comercial de São Paulo. Luigi já ocupou diversos cargos na ACSP . A cidade de Nazare é hoje o maior centro urbano de população árabe em Israel Gaetano Brancati Luigi é partidário da aconstrução de uma cultura de Paz e Não-Violência. Ele acredita que o grande desafio que a humanidade está enfrentando hoje, exige amplas e profundas mudanças nas relações humanas. Ela desafia nosso conhecimento e nossa capacidade de lidar com a multidimensionalidade do nosso ser e com o caráter interdependente de nossa experiência. Exige esforço para transformar a cultura de guerra e violência em uma cultura de paz e não-violência. Exige que cada ator social se comprometa em respeitar a vida, e a dignidade de cada pessoa, sem discriminar nem prejudicar. Que também rejeite a violência, praticando a não-violência ativa, repelindo a violência em todas as suas formas: física, sexual, psicológica, econômica e social, em particular ante os mais fracos e vulneráveis, como as crianças e os adolescentes. A generosidade é outra atitude intrínseca emn que quer estar comprometido com uma comunidade de paz. De forma que se Compartilhe o tempo e os recursos materiais, cultivando a generosidade, a fim de terminar com a exclusão, a injustiça e a opressão política e econômica. O diálogo é imprensicndivel, mas sobretudo, uma atitude de ouvir para compreender. Ou seja, defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural, privilegiando sempre a escuta e o diálogo, sem ceder ao fanatismo, nem à maledicência e o rechaço ao próximo. Preservar planeta , promovendo o consumo responsável e um modelo de desenvolvimento que tenha em conta a importância de todas as formas de vida e o equilíbrio dos recursos naturais do planeta, também tem que ser uma preocupação, além da redescoberta da solidariedade. Pois, contribuir para o desenvolvimento de minha comunidade, propiciando a plena participação das mulheres e o respeito dos princípios democráticos, com o fim de criar novas formas de solidariedade, são princípios fundamentais quedevem reger esta mudança . Essa evolução exige a participação de cada um para dar aos jovens e às gerações futuras valores que os ajudem a forjar um mundo mais digno e harmonioso, um mundo de justiça, solidariedade, liberdade e prosperidade. A cultura de paz torna possível o desenvolvimento duradouro, a proteção do ambiente natural e a satisfação pessoal de cada ser humano. Reconhecendo a parte de responsabilidade ante o futuro da humanidade, especialmente com as crianças de hoje e de amanhã. Por isso mesmo a educação é ponto importante, envolvendo aprendizagem, comunicação, produção cultural, família e desenvolvimento de comunidades, e concebida como um processo social amplo, difuso e contínuo que tem um papel central nesta transição que a humanidade necessita.Concluímos que a educação para a Paz se constrói no relacionamento humano, não pertence simplesmente ao campo das palavras e das idéias, mas torna-se viva em nossas emoções. Pois só podemos resgatar um ser humano atingido pela dor e pela violência se estabelecemos com ele uma linha mágica de conexão, através do acolhimento, do olhar, do tocar e do falar. Tais resultados, muitas vezes, são difíceis de quantificar, são intangíveis para a rigidez dos trabalhos acadêmicos, mas são a mola mestra para a evolução do mundo.No plano das políticas educacionais, é preciso ter em vista a totalidade da criança que está à frente do educador, e envolver o núcleo familiar neste processo de transformação. Envolver pais e tutores em uma construção coletiva de mudança de uma cultura pautada pela exclusão, fragmentação e violência, para uma cultura de inclusão, totalidade e de educação para e pelo amor. Um cultura que supere os mecanismos tradicionais de discussão, punição e agressão, que muitas vezes nascem no ventre das próprias instituições familiares, para uma cultura que privilegie o diálogo, o acolhimento e o abraço.O processo de construção de uma Cultura de Paz, em favor do cultivo do amor ao próximo, da não-violência e da reconciliação. Nos dizeres de Sófocles: A mais bela obra humana é ser útil ao próximo. Nestas simples palavras, creio eu, podemos resumir toda nossa missão como educadores. Sintetizam a força mágica que nos faz reconhecer o outro em nós, que nos identifica com a humanidade e com as forças divinas da criação. Assim, através desta simples, e ao mesmo tempo, profunda revelação nenhuma semente de violência têm terra fértil para germinar. Eliane Barbosa Turíbio Lopes -Jornalista- MTb 18.687-SP Assessoria de Imprensa e Comunicação (11) 3682 4183 elianebarbosapress@estadao.com.br